
Felícia recebeu um convite para um baile que aconteceria dali à 4 meses. Antecipação que se justificava porque era um baile a fantasia e todos teriam tempo para inspirar-se.
Ela queria que sua fantasia representasse algo mais abstrato e que pudesse traduzir no simbólico. Escolheu o amor.
Tinha que escolher a cor e foi muito difícil. Nada rosa ou vermelho porque não lhe caia bem. Como em algumas culturas o preto é uma cor boa por ser a união de todas as outras, foi a escolhida. Amor preto? Ela adorava tudo que era diferente.
Gostava de roupas sedutoras, evocativas mas nunca demonstrativas. Tinha as costas à mostra e ficaria na altura dos joelhos, rodado, algo anos 60. Um sapato caro e um colar.
Não pode fazer provas detalhistas. Confiou nas mãos que confeccionaram sua idéia e que usavam as medidas que ela tinha repassado. Era só ler Felícia com atenção.
Durante o baile seu vestido foi se desfigurando. Talvez porque não suportava a “competição” com as outras fantasias.
A Fantasia da Mentira deixou seus pontos frouxos não lhe deixando segura.
A Fantasia do Desrespeito rasgou seu decote lhe expondo demais.
A Fantasia da Promessa rachou seus saltos lhe fazendo caminhar com medo de cair.
Quando Felícia se deu conta estava quase nua e ainda com um pouco do que restava de sua fé no amor, saiu discretamente do baile e foi embora.
Quando se viu nua reparou em si.
Pensou que sua fantasia precisava de reforços, porque enfim era linda.
Mas por enquanto aquele amor não lhe vestia bem.
Ela queria que sua fantasia representasse algo mais abstrato e que pudesse traduzir no simbólico. Escolheu o amor.
Tinha que escolher a cor e foi muito difícil. Nada rosa ou vermelho porque não lhe caia bem. Como em algumas culturas o preto é uma cor boa por ser a união de todas as outras, foi a escolhida. Amor preto? Ela adorava tudo que era diferente.
Gostava de roupas sedutoras, evocativas mas nunca demonstrativas. Tinha as costas à mostra e ficaria na altura dos joelhos, rodado, algo anos 60. Um sapato caro e um colar.
Não pode fazer provas detalhistas. Confiou nas mãos que confeccionaram sua idéia e que usavam as medidas que ela tinha repassado. Era só ler Felícia com atenção.
Durante o baile seu vestido foi se desfigurando. Talvez porque não suportava a “competição” com as outras fantasias.
A Fantasia da Mentira deixou seus pontos frouxos não lhe deixando segura.
A Fantasia do Desrespeito rasgou seu decote lhe expondo demais.
A Fantasia da Promessa rachou seus saltos lhe fazendo caminhar com medo de cair.
Quando Felícia se deu conta estava quase nua e ainda com um pouco do que restava de sua fé no amor, saiu discretamente do baile e foi embora.
Quando se viu nua reparou em si.
Pensou que sua fantasia precisava de reforços, porque enfim era linda.
Mas por enquanto aquele amor não lhe vestia bem.
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