Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade
João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
É sempre aquela confusão. Depois do primeiro beijo (registre início da adolescência) obviamente vem um desapontamento, porque um primeiro amor precisa ser eternizado também com dor. Claro, que todos cheios de entusiasmo acham que o segundo amor vai ser para sempre (tendência a achar que cada novo amor é o último). Novamente, outras sensações, frio na barriga, coração acelerado, perguntas. Uma hora encaixa. Alguns dão certo e por um bom tempo. Se acredita, a partir disso que vai ser moleza a “a arte de amar” e que nunca se vai ter medo de ficar sozinho. Crescendo. Um dia, a grande decepção (todos passam por uma, os azarados por duas – cada um que contabilize as suas).
Carlos Drummond de Andrade
João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém.João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
É sempre aquela confusão. Depois do primeiro beijo (registre início da adolescência) obviamente vem um desapontamento, porque um primeiro amor precisa ser eternizado também com dor. Claro, que todos cheios de entusiasmo acham que o segundo amor vai ser para sempre (tendência a achar que cada novo amor é o último). Novamente, outras sensações, frio na barriga, coração acelerado, perguntas. Uma hora encaixa. Alguns dão certo e por um bom tempo. Se acredita, a partir disso que vai ser moleza a “a arte de amar” e que nunca se vai ter medo de ficar sozinho. Crescendo. Um dia, a grande decepção (todos passam por uma, os azarados por duas – cada um que contabilize as suas).
Aqui dá-se tempo para entender de que forma nestes últimos 10 ou 15 anos as escolhas estão sendo feitas, se não fizer isso: compulsão a repetição. Só que ainda assim, as decepções continuam – com menos intensidade e dá medo de ficar sozinho.
Mas, porque é difícil gostar de quem gosta de ti? Porque a pessoa que está fora de alcance é a desejada? A que demora para procurar é a mais pensada? É a que se guarda as mensagens no celular? Os emails na lista de enviados?
Porque a que mostra interesse em ti é a última opção? A que te deseja é ignorada? É aquela que os defeitos te saltam aos olhos? É aquela que as mensagens não são respondidas?
O que seria do branco se todos gostassem do preto? Eu sei, só estou pensando um pouco nisso.... gostar de quem gosta de ti.
Por isso que João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. Porque é difícil, mas não é impossível!