Tinha uma "lista" de várias coisas que ela não fez na vida e dentre elas era ir a um jogo de futebol em um estádio. Sabe aquelas coisas que se vai adiando e que de uma maneira ou outra dependemos de mais “um alguém” para fazê-la? A partida de futebol era essa. Ela sempre simpatizou com o G. E. Brasil, mas não tinha como ir sozinha. Eis que surgem as companhias - combinações a parte, radinho na mão, rumaram para o Estádio Bento Freitas uma hora antes da partida. Ela sabia o básico: que era uma semi-final, que era contra o Ypiranga de Erechim e que tinham de ser feitos no mínimo 2 gols.
Perguntou também para seu amigo que disputa era, hum: Copa Amoretty 2007, ok? Era isso!
Quando dobraram na rua do estádio, surpresa: era tudo vermelho e preto (ainda bem que seu casaquinho rosa dava uma enganada). Entraram direto e foram sentar embaixo das gabines (dizem que é legal atrás da goleira, mas este lance de trocar já seria trabalho demais para a primeira vez). Esperaram, acenaram, brincaram. Do outro lado uma galera começa uma batucada: A famosa xaranga! Ela ficou com uma sensação de estranhamento: pessoas bebendo, xingando o Ypiranga (que já estava no aquecimento). Entra em campo o Xavante – DEMAIS! Xaranga é imbatível e apaixonante, cantavam: “eu acredito”!
Apito do juiz, bola em jogo (é assim?) torcedores atrás dela começam a xingar, mas xingar mesmo: aí ficou nervosa. Imagina se dá uma briga ao seu lado? Mais uns 10 minutos, e ela já estava xingando junto, dizendo: “pede pra sair juiz”, “ta aquecendo as pernas Nicolás”.
Bem a esta altura do jogo já sabia que tinha um atacante uruguaio chamado Nicolas, que o técnico era o Suca, o goleiro o Feijão e tinha um tal de Alex! Ela estava se sentindo uma Xavante, como se freqüentasse aquele estádio desde pequena (porque seu pai não levou aos jogos?).
Perguntou também para seu amigo que disputa era, hum: Copa Amoretty 2007, ok? Era isso!
Quando dobraram na rua do estádio, surpresa: era tudo vermelho e preto (ainda bem que seu casaquinho rosa dava uma enganada). Entraram direto e foram sentar embaixo das gabines (dizem que é legal atrás da goleira, mas este lance de trocar já seria trabalho demais para a primeira vez). Esperaram, acenaram, brincaram. Do outro lado uma galera começa uma batucada: A famosa xaranga! Ela ficou com uma sensação de estranhamento: pessoas bebendo, xingando o Ypiranga (que já estava no aquecimento). Entra em campo o Xavante – DEMAIS! Xaranga é imbatível e apaixonante, cantavam: “eu acredito”!
Apito do juiz, bola em jogo (é assim?) torcedores atrás dela começam a xingar, mas xingar mesmo: aí ficou nervosa. Imagina se dá uma briga ao seu lado? Mais uns 10 minutos, e ela já estava xingando junto, dizendo: “pede pra sair juiz”, “ta aquecendo as pernas Nicolás”.
Bem a esta altura do jogo já sabia que tinha um atacante uruguaio chamado Nicolas, que o técnico era o Suca, o goleiro o Feijão e tinha um tal de Alex! Ela estava se sentindo uma Xavante, como se freqüentasse aquele estádio desde pequena (porque seu pai não levou aos jogos?).
Claramente, nunca foi fã de futebol, achava um desperdício o Brasil parar por causa de um campeonato, uma copa ou qualquer que fosse, porque não entendia. Mas depois de estar lá, no estádio (nem importava que pensem que é “só o Bento Freitas”), passou a entender qualquer fanático por futebol e acha que só dá para entender depois de ir a um estádio.
O que lhe despertou a paixão foi a energia de todas aquelas pessoas, todos unidos por uma única paixão. Compartilhar com uma pessoa qualquer que fosse, ou uma que você nunca viu na vida: um gol! pular, abraçar, gritar, xingar. Achava que se uma briga começasse ao seu lado, brigaria também...parece que se perde um pouco a noção do perigo. Acha que isso é paixão.
Para fechar com chave de ouro, aquele uruguaio desengonçado, que ela tinha xingado todo o jogo: fez o terceiro gol aos 47´s do segundo tempo. O Bento Freitas veio abaixo, ela abraçou seus amigos, a Xaranga chorou, a bandeira balançou: estávamos na final (pensa) (bom o estávamos, né? Hehe).
É paixão e quem sabe vire amor: Grêmio Esportivo Brasil! Porque para se apaixonar não importa em que tempo começa. (novembro/2007).
Para fechar com chave de ouro, aquele uruguaio desengonçado, que ela tinha xingado todo o jogo: fez o terceiro gol aos 47´s do segundo tempo. O Bento Freitas veio abaixo, ela abraçou seus amigos, a Xaranga chorou, a bandeira balançou: estávamos na final (pensa) (bom o estávamos, né? Hehe).
É paixão e quem sabe vire amor: Grêmio Esportivo Brasil! Porque para se apaixonar não importa em que tempo começa. (novembro/2007).
3 Quem leu e pitaqueou:
Achei que a jornalista da família era eu, mas vejo que tenho uma bela concorrente. Além de me orgulhar por seres a psicológa que és, agora me orgulho da também escritora. Parabéns, teu blog está lindo. Bjão da mana.
Este é que vale!
Buenas, vamos lá. O Blog tá ficando muito tri, parabéns.
Vejamos, acho que deverias ir em um jogo do Pelotas, sabe toda essa coisa de emoção final de copa, xingamentos estávamos na final ... etc etc .. é bem empolgante. Mas porque se apaixonar pelo primeiro que se conhece, acho que deve ter muita projeção me atreveria a dizer que expressa conteúdos interiores reprimidos que se manifestam de forma nefasta. Desta forma, estarias perdendo uma chance grande de torcer para um time quem embora hoje não esteja na sua melhor fase, nos faz ter uma amor verdadeiro livre de emoções coletivas como a "GRANDE TORCIDA", e o todo que isso gera no inconsciente.
;-) vai lá, continua escrevendo... Mateus
huhuhuihuihuhuuhuhuhuhuhhhu e dá-lhe xavante. Apaixonante, contagiante. Amei.. sempre fui xavante, mas meu pai tbm nunca me levou no jogo :( ainda bem q nos encontramos!!! hehehe
Descarreguei todas as energias acumuladas.
beijokas
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